quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Vagando No Limbo


Pelo silencio do limbo
o passageiro sombrio vaga
perturbando o juízo do nada
do próprio ser que por si só é vazio.

Rompe a alma de coelhos
estes, cobras n'alma
perfuro cortante os corta os olhos
verdades surgem do nada
entregando-se de corpo ao ceifador
ceifa ceifeiro o ceifador
este que ceifa e é ceifado sem pudor.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Passageiro Sombrio


Escuridão
sempre me tom'alma.
Alma. Ela existe?

Uma inflamação que corroê,
o sangue congelando,
indícios de um ser humano?

Este ser que não me sinto,
pairando em um lago
com peixes primitivos
que matam uns aos outros.

Peixes inquietantes
rompendo o equilíbrio da água,
sobre a canoa o Passageiro Sombrio
pescando, alimentando seu tédio de viver.

Sua vara seu ceifo
sua linha das Moiras
sua isca seu peixe.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Um Sonho Que Conheci


O sol se esconde no horizonte
atrás da ponte norte, uma menina
com curto cabelo radiante
olhos fascinantes e maçã rosada,
pela paisagem chamando atenção
matando-me por dentro de paixão.

De três terços formou-se em Rosário
minhas rezas e apelos escutados
guardando um anjo em um relicário
pôs-me sobre a luz dos solstícios,
aquele ser que em meu coração
abrigado do inverno tirava-me da solidão.

As flores se curvavam
as estrelas intimidadas eram ofuscadas
todos maravilhados calavam
diante as primícias,
quando só em sonho ela surgia
tornava-se tortura acordar ao meio dia.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Estirado Sobre O Colchão


Estive horas ausente do corpo
emanante do calor Dantante e febril
que das coxas minhas mãos se vestem
nesta segunda sombria
que do porto ilumina em tua chegada.

Descansando sobre o seio
envolvido pelo cheiro
das rosas dos florais da nuca,
o perfume me envolvendo
fertilizando minha mente, dormente
com o ópio da índia
estirado sobre o colchão
e teus olhos castanhais adormecendo.

Corpos em concha,
surgem vários seres
e todos eles
dentro de uma mesma mulher,
sobre a palma da minha mão
os pulsares do coração
transpassando os seios
sentindo me um
polimerizado com tua aura
com nossos corpos sobre o colchão.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal


As ruas respiram a serenidade e a união
nelas, luminárias em quedas e espirais recobrindo arvores,
o tempo calafriado do verão sul americano
agregado com nozes e achocolatados
criando um ar nostálgico de infância.

Em alguns momentos sobre a arvore, presentes amontoados
e sentimos novamente a expectativa de ver Pai Noel,
mesmo sabendo que seu paradeiro assemelha-se ao do coelho Pascolino,
a magia que é viver o Natal é indescritível
tudo isso faz com que ele seja especial.

Bem aventurados aqueles que rogam a Deus pela vida digna
e proporcionam um sorriso no rosto da fome
que seja um pão ou um cálice de vinho
desde que seja!

Natal natalino é feliz pela felicidade de quem é ou pode ser 
do nascimento de alguém que não nasceu neste dia
mas com muita alegria olha por todos nos
e sempre por Natais melhores.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Por Onde Logro



Meus dentes doe por estes tempos
cujo a conspiração esta após os umbrais
estes que me logram por opção
obrigado por assim dizer
pois a fome me espera porta ao lado.

Vedo meus tímpanos e lacro meus vidrais
apenas me mudo para o ar da graça que é sonha
esperando em qualquer lugar
encontrar a piedade do grande arquiteto
que me mantem em um teto.

Vejo este mundo obstante
tal qual me priva do verdadeiro sonhar
ecoo Shakespeare em todo meu ser
parafraseando seus falares
dos sonhos inegáveis aos jovens
principalmente dos direitos de afetividade do amor.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Dia Que Serei Todo Seu


Se houver uma única estrela brilhando no céu
com um copo onde um marujo não enfrente tempestade
que a Lua em duas bandas inteiras se faça em Nova Lua Cheia.
Onde os Aquários abriguem o peixe de março
em um jogo de blackjack com Asariel e Uriel
e campos  floridos aromatizados em odor sem igual,
notas pairando no ar com tons natalinos vestigiais,
estradas curvilíneas descrevendo senóides e cossenóides,
bêbado com mel de abelha e do pêssego sobre o tronco da arvore,
um dia que não seja cinza, cujo o tempo pare em uma hora qualquer
só para olhar seus olhos pela eternidade.

Que seja na Quarta ou Quinta
pelo fim da tarde ao crepúsculo
com os dedos estirados em um rito matrimonial
o alicerce formando círculos e correntes,
o livro, a caneta de pena escrevendo novos capítulos
e meu corpo se tornando parte de um todo.

Dos mares aos rios que deságuam dos teus olhos,
dos fios de ouro presos sobre a coroa
sem orvalhos, Afrodite.
Sou errante, caminhante, mortal!
fincando raízes em tua alcova 
resumidos ao Amor!